Gilberto Cardoso Alves Velho
(1945
- )
Antropólogo
brasileiro nascido no Rio de Janeiro, então capital da República,
cuja vasta obra abrange estudos de antropologia urbana, antropologia das
sociedades complexas e teoria da cultura. Formou-se em ciências sociais
pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (1968), tornou-se M.Sc. em antropologia social também
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1970). Especializou-se em
Antropologia Urbana e das Sociedades Complexas na Universidade do Texas,
em Austin (1971) e tornou-se professor titular de antropologia na UFRJ
(1972). Depois que se doutorou em Ciências Humanas pela Universidade
de São Paulo (1975) e ministrou cursos na USP e na universidade
americana de Northwestern, Illinois, além de colaborar regularmente
em publicações especializadas. Além de vários
cargos acadêmicos, também presidiu associações
científicas como a Associação Brasileira de Antropologia
(1982-1984) e tornou-se membro titular da Academia Brasileira de Ciências
(2000). Atuando nas áreas de Antropologia Urbana, Antropologia das
Sociedades Complexas e Teoria Antropológica, tem sido colaborador
e professor visitante de várias universidades brasileiras e tornou-se
Decano do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ (1999).
Já orientou mais de 60 dissertações de mestrado e
30 teses de doutorado e entre suas principais publicações
figura A utopia urbana: um estudo de antropologia social (1973),
uma pesquisa pioneira sobre o estilo de vida da classe média. Outras
obras de relevância foram
Individualismo e cultura -- Notas para
uma antropologia da sociedade contemporânea (1981), Subjetividade
e sociedade: uma experiência de geração (1986),
Duas
Conferências (1992) em co-autoria com Otávio Velho,
Projeto
e metamorfose: antropologia das sociedades complexas
(1994),
Nobres
& Anjos: um estudo de tóxicos e hierarquia
(1998) e Mudança,
Crise e Violência: política e cultura no Brasil contemporâneo
(2002).
Como notório cientista brasileiro recebeu (1995) a Ordem Nacional
do Mérito Científico.