Giambattista Vico
(1668 - 1744)
  Filósofo italiano nascido em Nápoles, considerado um dos primeiros filósofos da modernidade e que elaborou uma teoria cíclica da história e da cultura que foi divulgada por Benedetto Croce (1911) e reapareceu com Oswald Spengler e Arnold Toynbee. Sexto dos oito filhos do livreiro Antônio Vico e de Candida Masulio, era muito precoce e desde criança demonstrou uma insaciável ânsia pelo conhecimento e, essencialmente autodidata, muito da sua educação se deu na livraria de seu pai. Freqüentou diversas escolas, mas entediado com a morosidade das lições e do nível dos colegas, logo as deixava para estudar por conta própria. Depois dos 18 anos, foi preceptor de uma família aristocrática de Vatolla, Salerno (1686-1695). Assumiu a cátedra de retórica da Universidade de Nápoles (1699), função que desempenhou até morrer, em sua cidade natal. Católico e de pensamento essencialmente anticartesiano, descartou o pensamento lógico que embasava as ciências e preferiu os estudos históricos e literários tradicionais e sem fundamento racional. Elaborou uma história cíclica da civilização em que se repetem sempre as mesmas três fases: a Era dos deuses, em que os governos são teocráticos, uma vez que os homens temem o sobrenatural e acreditam que a lei tem origem divina; a Era dos heróis, em que a administração da justiça é feita pela minoria aristocrática; e a Era dos homens, em que os governos são exercidos pelos próprios homens, nascidos livres, com um sistema jurídico racional que garante direitos iguais para todos. Seu pensamento influenciou várias de gerações posteriores de pensadores como Herder, Friedrich Wolf , Niebuhr, Mommsen, Hegel, Auguste Comte, Savigny, e Karl Marx.

Figura copiada da página GIAMBATTISTA VICO:
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