Filósofo italiano nascido em Nápoles, considerado um dos
primeiros filósofos da modernidade e que elaborou uma teoria cíclica
da história e da cultura que foi divulgada por Benedetto Croce
(1911) e reapareceu com Oswald Spengler e Arnold Toynbee.
Sexto dos oito filhos do livreiro Antônio Vico e de Candida
Masulio, era muito precoce e desde criança demonstrou uma insaciável
ânsia pelo conhecimento e, essencialmente autodidata, muito da sua
educação se deu na livraria de seu pai. Freqüentou diversas
escolas, mas entediado com a morosidade das lições e do nível
dos colegas, logo as deixava para estudar por conta própria. Depois
dos 18 anos, foi preceptor de uma família aristocrática de
Vatolla, Salerno (1686-1695). Assumiu a cátedra de retórica
da Universidade de Nápoles (1699), função que desempenhou
até morrer, em sua cidade natal. Católico e de pensamento
essencialmente anticartesiano, descartou o pensamento lógico que
embasava as ciências e preferiu os estudos históricos e literários
tradicionais e sem fundamento racional. Elaborou uma história cíclica
da civilização em que se repetem sempre as mesmas três
fases: a Era dos deuses, em que os governos são teocráticos,
uma vez que os homens temem o sobrenatural e acreditam que a lei tem origem
divina; a Era dos heróis, em que a administração
da justiça é feita pela minoria aristocrática; e a
Era dos homens, em que os governos são exercidos pelos próprios
homens, nascidos livres, com um sistema jurídico racional que garante
direitos iguais para todos. Seu pensamento influenciou várias de
gerações posteriores de pensadores como Herder, Friedrich
Wolf , Niebuhr, Mommsen, Hegel, Auguste Comte,
Savigny, e Karl Marx.
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GIAMBATTISTA VICO:
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