Giacomo [ou Jacopo] Barozzi, o Giacomo da Vignola
(1507 - 1573)
Arquiteto italiano nascido em Vignola, uma comuna italiana da região da Emília-Romanha, província de Modena, um dos grandes arquitetos maneiristas do século XVI, precursor das concepções barrocas na Itália e que se destacou-se na arquitetura italiana pelo equilíbrio entre o classicismo e a liberdade de composição, tornando-se, juntamente com Serlio e Palladio, um dos principais divulgadores do estilo italiano pela Europa. Estudou e começou a trabalhar em Bolonha, na província vizinha, sustentando-se pelo seu trabalho como pintor e fez uma primeira viagem a Roma (1536) para fazer pesquisas em templos romanos, idealizando publicar uma edição ilustrada da obra de Vitrúvio. Depois de morar e estudar em Bolonha, residiu por quase três anos em Fontainebleau (1541-1543), a convite de Francisco I da França, onde trabalhou com o arquiteto Sebastiano Serlio e o pintor Primaticcio. Voltou para Roma, para servir ao papado e foi recebido pela família papal dos Farnese e, por algum tempo, também trabalhou na construção do Palácio Bocchi, de Bolonha. Em Roma, acompanhou o trabalho de Michelangelo (1475-1564) na Basílica de São Pedro, que influenciou profundamente o seu estilo, e construiu duas de suas cúpulas  de acordo com os planos do mestre. Trabalhando como arquiteto do papa, projetou (1551) com Giorgio Vasari e Bartolommeo Ammannati, a casa de verão do papa Júlio III. A construção da igreja de Sant'Andrea (1554) marcou o início da sua maturidade criativa, que culminou com o projeto inovador da matriz da Companhia de Jesus, a igreja romana de Gesù, uma das suas obras-primas. Iniciou esta obra (1568), uma combinação do clássico edifício central renascentista com uma única nave longitudinal ladeada de capelas, mas morreu antes de sua conclusão, que foi efetivada pelo arquiteto por Giacomo della Porta. Escreveu e publicou dois livros: Regola delli cinque ordini d'architettura, em Roma (1562), verdadeira bíblia da arquitetura por três séculos e o póstumo Due regole della prospettiva pratica, em Bolonha (1583). Morreu aos 65 anos, e seus restos mortais repousam no Panteão de Roma.