Nadadora norte-americana nascida em New York City, New York, medalhista
olímpica e a primeira mulher a atravessar a nado o canal da Mancha,
indo da França para a Inglaterra, saindo de Cap Griz-Nez, às
7:09 a.m, e chegando à Dover às 9:40 p.m., completando o
trajeto de 56 km, em 14 horas, 39 minutos e 24 segundos e chegando na frente
de cinco adversários homens (1926). Carinhosamente chamada de Trudy,
era filha do imigrante e comerciante alemão Henry J. Ederle
e de Gertrude Haverstroh Ederle, e a caçula de seis irmãos.
Aprendeu a nadar com sua mãe e, depois, convidada por Charlotte
Epstein e incentivada por sua irmã mais velha Margaret,
passou a nadar pela Women's Swimming Association of New York e,
aos 14 anos, já era uma especialista em nadar grandes distâncias.
Integrou a equipe olímpica de natação dos United State
nos jogos de Paris (1924), e ganhou uma medalha de ouro e duas de bronze,
em cinco provas disputadas para mulheres. Com a fundação
da Women's Swimming Association, depois de ganhar várias
provas de longas distâncias pelos EUA, foi indicada para a tentativa
da travessia pioneira (1925), porém fracassou após oito horas
de nado e ser traída por uma onda que a deixou sem condições
de continuar, em 18 de agosto. Ela continuou treinado e competindo e, praticamente
um ano depois, em 6 de agosto (1926), conseguiu sua inédita travessia,
demonstrando que a mulher também poderia ser competitiva, tornando-se
uma heroína do esporte feminino, aos 19 anos, no mesmo ano em que
os norte-americanos estavam encantados com a atriz do filme Tentação,
Greta
Garbo, e viram nascer o conhecido pretinho básico, quando
a revista norte-americana Vogue publicou a ilustração
de um modelo desenhado pela francesa Coco Chanel, o primeiro entre
vários que a estilista iria produzir ao longo de sua carreira. O
feito lhe valeu vários prêmios em dinheiro e contratos publicitários
e até uma atuação como coestrela em um filme com Bebe
Daniel: Swim, Girl, Swim. Infelizmente ela sofreu uma queda
(1933) que a deixou inválida por alguns anos e não lhe permitiu
mais competir e, assim, praticamente caiu no esquecimento. Depois da guerra
passou a ensinar natação para crianças deficientes
e foi lembrada (1965), merecidamente, para integrar o International
Swimming Hall of Fame. Morreu praticamente no anonimato, com mais de
97 anos, no dia trinta de novembro (2003), em uma enfermaria de Wyckoff,
N.J..
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A LOOK AT GERTRUDE EDERLE, de MELISSA GRAWBURG:
http://www.msu.edu/~grawbur1/iahweb.html