Teatrólogo alemão nascido em Obersalzbrunn, Silésia,
hoje Szczawno Zdrój, Polônia, ganhador do Prêmio Nobel
de literatura (1912), pela sua frutífera, variada e destacada produção
no domínio da arte dramática, sendo um dos responsáveis
pela introdução das tendências naturalistas no teatro
alemão, cujas peças evoluíram posteriormente para
um complexo simbolismo metafísico e religioso. Abandonou a escola
aos 15 anos, trabalhou no campo, estudou escultura em Breslau por dois
anos e interessou-se depois por história, filosofia e ciências.
Radicou-se em Erkner, perto de Berlim (1885), onde passou a se dedicar
à literatura e editou sua primeira peça,
Vor Sonnenaufgang
(1889). Depois apresentou Einsame Menschen (1891) e sua obra-prima
Die Weber (1892), uma peça sobre uma revolta frustrada de
proletários acuados pela mecanização e pela fome.
Outros peças clássicas de sua autoria foram Der Biberpelz
(1893), Hanneles Himmelfart (1893), Fuhrmann Henschel (1899)
e Rose Bernd (1903). O naturalismo, a luta de classes, ladrões
espertos e magistrados imbecis, à arrogância das autoridades
prussianas etc, caracterizadas por um tom satírico foram a marca
registrada de suas peças. Na virada do século começou
a escrever peças poético-simbólicas, que não
resistiram ao tempo. No romance Emanuel Quint der Narr in Christo
(1910) mostrou como o Evangelho seria recebido, se Cristo surgisse novamente
no mundo. Morreu em Agnetendorf, Alemanha.
Foto
copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://www.nobel.se/