Georg Ernst Stahl
(1660 - 1734)
Químico e médico alemão nascido em Ansbach, Franconia, criador do animismo, segundo o qual a alma regula o funcionamento do organismo, e mais conhecido como principal mentor da teoria do flogístico de combustão. Trabalhou como médico em Weimar e foi conferencista de medicina na Universidade de Hale. Tornou-se médico do Rei da Prússia (1716), Frederick William I. Discípulo de Johann Joachim Becher, construiu a primeira grande teoria do flogístico que perdurou até a época de Lavoisier. Para ele o flogístico era o princípio do fogo, ou seja, quando um corpo entrava em combustão perdia flogístico. A teoria do flogístico foi proposta inicialmente por Johann Joachim Becher, e desenvolvida pelo químico e médico alemão, tentava explicar o mecanismo das transformações por meio do flogístico, origem do fogo. Sem ser propriamente o fogo, era definido como uma suposta substância que surgia durante os processos de combustão. Com esta teoria, previram-se muitos resultados químicos posteriormente comprovados pela experiência. Até os processos de metabolismo animal eram explicados por meio do flogístico como os processos biológicos da respiração, fermentação e putrefação. Após a combustão, o que sobrava não continha mais flogístico e, portanto, não poderia mais queimar. A oxidação dos metais também envolvia a transferência de flogístico. Por acaso, a fundição dos metais era consistente com a teoria do flogístico. Carvão vegetal também perde peso com a combustão, o que reforçava sua teoria. Porém o químico francês Lavoisier (1743-1794) demonstrou que a presença de oxigênio era imprescindível na combustão, e que nenhum material queimava na ausência de oxigênio. Assim, abandonou-se a errônea teoria do flogístico, com a descoberta de que a combustão é apenas uma reação com o oxigênio. Morreu em Berlim.