Gaetano
Rapagnetta, o Gabriele D'Annunzio
(1863
- 1938)
Novelista, poeta e dramaturgo italiano nascido em
Pescara, na região dos Abruzzos, cuja obra e personalidade complicada
o tornaram uma das mais controvertidas figuras de seu tempo, embora hoje
os críticos literários considerarem sua obra de menor valor, porém
sua extraordinária habilidade para apresentar em palavras suas sensações
seja inegável. Aos 16 anos, quando ainda estudava em Florença,
publicou seus primeiros poemas e aos 18 partiu para Roma, onde continuou
a estudar na Universidade de Roma (1881) e escreveu numerosos ensaios,
especialmente para o periódico Tribuna. Seu prestigio difundiu-se
a partira da publicação de Canto nuovo (1882), um
volume de poemas sobre as coisas que a vida ofereceria. Na hoje capital
italiana deu início a uma vida cheia de aventuras amorosas, ao longo
das quais conheceu a corrupção dentro da alta sociedade,
o que lhe proporcionou o desprezo pelas convenções morais,
especialmente demonstrado em seus livros Il piacere (1889), Elegie
romane (1891), L'innocente (1892) e Il trionfo della morte
(1894) e Laudi del cielo, del mare, della terra e degli eroi
(1899).
Após se separar da atriz Eleonora Duse, grande paixão
de sua vida e inspiradora de peças dramáticas como La
figlia di Iorio (1904), foi para a França (1910), mas voltou
à Itália para combater na primeira guerra mundial. Tomou
a cidade de Fiume (1919), da qual se declarou regente e ligou-se ao regime
fascista de Mussolini Em seus últimos anos dedicou-se
a escrever textos autobiográficos e morreu em Gardone Riviera. Seu
florido estilo misturando romanticismo e extravagância caracterizaram
tanto sua obra como sua personalidade.