Friedrich
Ebert
(1871 - 1925)
Político
alemão nascido em Heidelberg, que desempenhou um papel importantíssimo
na história da democracia alemã com sua pretendida democracia
parlamentarista para seu país. Aprendeu o ofício de seleiro
e percorreu a Alemanha como oficial de seleiro. Não demorou a envolver-se
em política e tornar-se um social-democrata e sindicalista e entrou
para o Partido Social Democrático (1899), representando a chamada
ala sindical revisionista do partido, que estava menos envolvida nas batalhas
ideológicas do Marxismo e logo se tornou líder desta ala
partidária. Tornou-se seu secretário-geral (1905) e presidente
( 1913), com a morte de August Bebel. Apoiou o governo na primeira
guerra mundial e, com a derrota (1918), ocupou o cargo de Reichskanzler
ou Chanceler do Império Alemão (1918-1919), sucedendo Max
von Baden. Formou um governo provisório de maioria social democrática
e reprimiu a rebeldia da facção radical em seu partido. Coligou-se
com o Partido de Centro Católico e com o Partido Democrático,
e obteve maioria absoluta nas eleições de janeiro (1919)
para o cargo de Reichspräsident ou Presidente da Alemanha.
Nomeado pela
assembléia de Weimar tornou-se presidente da
nova república (1919-1925). Deixou o cargo (1925), depois de um
governo agitado com graves problemas sociais e econômicos, agravados
pelos distúrbios dos nacionalistas e pelo desastre financeiro originado
da greve geral (1923), contra a ocupação francesa da região
do Ruhr, sendo substituído por Philipp Scheidemann. Nos últimos
dias de vida, foi acusado de alta traição, por promover greves
nas fábricas de munições durante a guerra e faleceu
em Berlim. Com seu nome foi criada uma fundação mundial,
a Friedrich Eber Stiftung, com projetos na África, Ásia,
América e Europa, essa fundação incentiva estruturas
e processos democráticos e coopera com os seus parceiros a fortalecer
o desenvolvimento político, econômico e social em seus paises.