Frederick Stanley Kipping
(1863 - 1949)
Químico inglês nascido em Manchester, pioneiro da síntese do silicone (1904) e seus derivados orgânicos, que, no entanto, só viria ser utilizado comercialmente a partir da quarta década do século XX. Estudou em Manchester e na Alemanha, tornou-se chefe demonstrador em química na City and Guilds do London Institute (1890), foi professor de química da University College, Nottingham (1897-1936), onde iniciou suas pesquisas. Ele foi o primeiro em alcançar síntese extensa de combinações de silicone e cunhou o nome silicone em reconhecimento de semelhanças com a química de carbono e por ser este composto constituído a base de areia. Ele dedicou praticamente toda sua vida de pesquisador (1904-1940) a otimização de sua invenção e de seus derivados e teve seu trabalho continuado pelo químico da Dow Corning Corporation, James Franklin Hyde (1903-1999), nascido em Solvay, New York, e chamado de o pai dos silicones, que alcançou a síntese química essencial que possibilitou o uso comercial do silicone e sua grande gama de aplicações. Morreu em Criccieth, Caernarvonshire, Wales. A palavra silicone é uma designação genérica de polímeros com cadeias formadas por átomos de oxigênio e silício alternados, sendo cada um destes últimos ligado a dois grupos hidrocarbônicos, resistentes à oxidação, bons isolantes da eletricidade, repelentes da água, com largo espectro de utilização industrial. Desde quando surgiu nos Estados Unidos (1963), o silicone vem ganhando avanços tecnológicos. Hoje a forma mais comum para o uso em cirurgias plásticas é em gel e não mais líquido, usado antes e que se espalhava e saía do lugar com facilidade, podendo, em alguns casos, contaminar até o leite da amamentação. Também não precisa mais ser trocado depois de alguns anos e agora oferece dois formatos: o redondo e o natural, este em forma de gota.