Escultor neoconcretista nascido em Knittefeld, na Áustria, e radicado
no Brasil desde os 10 anos de idade, conhecido como o Escultor do vazio,
que viveu a história da arte brasileira do século XX. Chegou
com seus pais ao Brasil (1921), morou no interior do Estado de São
Paulo por seis anos e transferiu-se com a família para a capital
(1927). Dois anos depois, a família mudou-se para o Rio, onde fez
o curso preparatório para a Escola Politécnica. Montou seu
primeiro ateliê em Belo Horizonte (1937) e, dois anos depois, ingressou
na Escola Nacional de Belas Artes, onde estudou Arquitetura e Pintura.
Participou com o pintor brasileiro Alberto da Veiga Guignard (1896-1962)
na constituição (1944-1948) da primeira escola de arte moderna
da cidade de Belo Horizonte, a Escola Municipal de Belas-Artes. Fez sua
primeira exposição individual (1946) na Escola Nacional de
Belas Artes, com aquarelas e desenhos e três anos depois, recebeu,
no Rio, o grande prêmio de desenho no Salão Nacional de Arte
Moderna. Trabalhando especialmente com esculturas em bronze, argila e aço
para modular o espaço, o artista participou da 1ª Bienal Internacional
de São Paulo (1951) e foi premiado em três bienais consecutivas
(1953 / 1955 / 1957) e passou a integrar o Grupo Frente (1955).
Voltou para o Rio e naturalizou-se brasileiro (1956). Foi um dos fundadores
do Grupo Neoconcreto (1959), junto com Amilcar de Castro,
Ferreira Gullar, Lygia Clark e Lygia Pape. Na década
seguinte morou na Espanha e na França. Participou de várias
bienais de São Paulo e dos Salões de Arte Moderna do Rio
e recebeu prêmios em mostras importantes no Brasil e no exterior.
Foi homenageado com uma sala especial na 8º mostra (1965) e participou
também da grande exposição de dois anos depois (1967).
Apoiou o boicote internacional contra a ditadura brasileira recusando-se
a participar da 10º Bienal (1969). Projetou os jardins da 36ª
Bienal de Veneza (1972) e participou das bienais belgas de Escultura ao
Ar Livre, nas duas décadas seguintes. A última mostra com
suas obras foi em São Paulo, no MAM (2005), no início do
ano. Aos 93 anos, o escultor austríaco-brasileiro morreu em sua
casa em Ipanema, Rio de Janeiro, de insuficiência respiratória
decorrente de uma pneumonia, e teve seu corpo cremado. Foi um escultor
de grande produção e teve participação ativa
na construção material e teórica e no debate sobre
as artes plásticas no século XX no Brasil.
Figura copiada do site oficial
FRANZ WEISSMANN:
http://www.franzweissmann.com.br/