Francis Walsingham
(1530 - 1590)
Funcionário público britânico nascido em Scadbury Park, Chislehurst, no condado de Kent, que ocupou vários cargos públicos importantes na Inglaterra do século XVI, mas é lembrado pela história principalmente por ter sido o chefe da rede de espionagem da rainha Elizabeth. Filho de William Walsingham e de Joyce Denny, logo no primeiro ano de vida ficou órfão de pai. Viúva, sua mãe casou-se com um nobre chamado John Carey, que lhe proporcionou estudos no King's College, em Cambridge, a partir doas seus 18 anos, mas não chegou a se formar. Viajou para o exterior (1550) e retornou dois anos depois registrando-se numa associação de advogados (1552). De formação protestante, após a morte de Eduardo VI Tudor (1537-1553) e a ascensão (1553) da rainha católica Maria I (1516-1558), foi estudar leis e idiomas na Universidade de Pádua, Itália, período em que fez contatos que o levariam criar futuramente a sua rede do espionagem no continente. Com a morte de Maria I (1558) e a conseqüente ascensão de Isabel I (1533-1603), voltou para a Inglaterra e foi eleito membro da Câmara dos Comuns, representando a cidade de Banbury (1559) e depois de Lyme Regis (1563) e ganhou muito prestígio com a missão de desmascarar a Conspiração de Ridolfi. Casou com uma viúva chamada Ann Carteill e viúvo dois anos depois, casou-se novamente (1566) agora com Ursula St. Barbe, com quem teve uma filha, Frances. A partir de seu apoio aos huguenotes, o partido dos protestantes franceses, começou a organizar sua famosa rede de inteligência, recrutando especialmente intelectuais, artesãos, falsificadores, criptógrafos, decifradores, etc. Foi embaixador da Inglaterra na França (1570-1573) onde deu cobertura aos refugiados protestantes. Retornou à Inglaterra (1573) para ocupar o prestigiado cargo de secretário de estado adjunto em companhia de Thomas Smith e recebeu o título de cavaleiro (1577). Nos anos seguintes (1578-1583) ocupou-se essencialmente com várias missões diplomáticas e administrar sua rede de espiões através de toda a Europa, que teve em quadros permanentes mais de meia centena de agentes. Antecipou-se e frustrou várias conspirações, como a de Babington, que levou à execução de Mary Stuart (1542-1587), rainha da Escócia (1587) e reuniu informações que preveniram o reino contra o ataque da Armada Espanhola. Também ocupou um assento na câmara, representando Surrey, cargo que manteve até sua morte, ocorrida em Seething Lane, Londres, Inglaterra. Entre outras honrarias recebeu também os títulos honorários de chanceler da Order of the Garter e chanceler do ducado de Lancaster. Investiu muito de sua fortuna na sua rede de informações e morreu praticamente falido