Francisco
Pereira Passos
(1836 - 1913)
Engenheiro
civil e político brasileiro nascido em São João do
Príncipe, hoje São João Marcos, Estado do Rio de Janeiro,
com larga experiência em obras públicas, cuja administração
na prefeitura do Rio de Janeiro ficou marcada pela abertura da avenida
Central, atual Rio Branco, e pela construção do porto.
De origem aristocrática, dos barões de Mangaratiba,
criou-se em uma fazenda de café em São João do Príncipe,
província do Rio de Janeiro, uma das muitas da região, e
foi formado em engenharia civil pela Escola Central (1856), hoje Politécnica,
foi nomeado adido na legação brasileira na França,
onde se diplomou pela École des Ponts et Chaussés de Paris.
Estudou em Paris na época das reformas promovidas pelo Barão
de Haussmann e trabalhou na estrada de ferro Paris-Lyon-Mediterranée
e nas obras de construção do porto de Marselha. Voltando
ao Brasil (1860) trabalhou na construção das estradas de
ferro entre Raiz da Serra e Petrópolis, RJ, e a do Corcovado. Prefeito
nomeado do Rio de Janeiro (1902-1906), então capital da República,
um cargo de confiança quando o Brasil era governado pelo Presidente
Rodrigues
Alves, modernizou a capital brasileira por meio de um plano urbanístico
ligado a um projeto de saneamento e higiene que modificou inteiramente
a feição da cidade. Construiu as avenidas Beira-Mar, Atlântica,
Mem de Sá, Salvador de Sá e Passos, alargou as ruas Uruguaiana
e Carioca, canalizou o curso de diversos rios, entre eles o Carioca e construiu
o Teatro Municipal e o Mercado Municipal. Morreu a bordo do navio Araguaia,
em viagem para a Europa. A grande reforma urbana na cidade, com o objetivo
de transformá-la numa capital européia, destruindo casas
coloniais e cortiços e até quarteirões inteiros foram
derrubados, desde que considerados nocivos à imagem de uma de cidade
moderna, teve como uma das conseqüências o deslocamento da população,
cujas moradias foram destruídas, do centro para os subúrbios ou
para as encostas da cidade, criando as favelas.