Maestro e compositor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, autor do
Hino Nacional Brasileiro e que teve grande destaque na vida musical
do Rio de Janeiro, no período compreendido entre a morte do Padre
José Maurício e a ascensão de Carlos
Gomes. Estudou com o Padre José Maurício Nunes Garcia,
um dos o maiores nomes de música colonial brasileira, e
com Sigismund Neukomm. Nomeado cantor da Capela Real (1809), depois
integrou a orquestra da mesma instituição como timbaleiro
(1823) e depois, como segundo violoncelo (1825), na corte de D. João
VI. Também tocava violino, piano e órgão, além
de organizar e dirigir conjuntos musicais, e destacou-se também
como regente e promotor do ensino organizado de música no país.
Partidário da Revolução de 7 de abril (1831), escreveu
uma melodia patriótica que se transformou no hino nacional brasileiro.
Considerado por muitos como um dos mais belos do mundo, o hino deve sua
força e intensa beleza à sensibilidade artística e
ao engajamento de seu autor nas manifestações civis pela
afirmação nacionalista e de independência, que forçou
Pedro I a abdicar o trono brasileiro. Foi um dos fundadores da Imperial
Academia de Música e Ópera Nacional, também fundou
a Sociedade de Beneficência Musical (1833) e o Conservatório
de Música, embrião do Instituto Nacional de Música,
que deu origem à Escola de Música da UFRJ. Foi nomeado regente
titular da orquestra Sociedade Fluminense (1834). Também atuou na
carreira de regente e foi diretamente responsável pela restauração
da Capela Imperial, à qual foi devolvido o antigo fausto. Na maturidade
teve início sua fase mais fértil, com a composição
dos hinos à coroação (1841), a D. Afonso (1845),
das artes (1854) e da guerra (1865), além de inúmeras missas,
motetes, modinhas, lundus e valsas. Faleceu na mesma cidade que nasceu
e deixou boa quantidade de obras, espalhadas em arquivos cariocas, mineiros
e paulistas, abrangendo música sacra e modinhas e lundus. É
o Patrono da Cadeira n. 7 da Academia Brasileira de Música. Publicou
ainda vários livros didáticos, entre eles o Compêndio
de música prática (1832), o primeiro deles e dedicado
aos amadores e artistas brasileiros, e Compêndio de princípios
elementares de música (1845), para uso do Conservatório
do Rio de Janeiro.
Figra copiada do site da Escola
de Música da UFRJ
http://www.musica.ufrj.br/home.html