Flávio
Cláudio Juliano, o Apóstata
(331 -
363)
Imperador romano nascido em Constantinopla,
homem de notável formação intelectual, cujo governo
de apenas vinte meses, ficou marcado pela pretensão de harmonizar
a cultura e a justiça com os valores da antiga religião pagã
de Roma. Com a morte do tio, Constantino, o Grande, refugiou-se
com o irmão Galo, na Capadócia, para escapar da matança
de seus parentes promovida pelo Exército. Constâncio II
nomeou Galo (357) como césar (colaborador e sucessor),
que seria executado três anos depois. Ele então o substituiu
e foi enviado pelo imperador à Gália. Lá, distinguiu-se
como estrategista, administrador e legislador. Suas campanhas vitoriosas
entusiasmaram os soldados, que o proclamaram imperador. Ao saber da notícia,
Constâncio dispôs-se a enfrentá-lo, porém quando
marchava a seu encontro, morreu em conseqüência de febres e
deixou o caminho livre. O novo imperador, embora batizado e educado no
cristianismo, declarou-se pagão ao iniciar o mandato, o que lhe
valeu o cognome de o Apóstata. Introduziu diversas reformas,
reduziu os impostos e proclamou a liberdade de culto. Apesar de sua aparente
tolerância religiosa, tomou medidas contra os cristãos. Desejoso
de novas vitórias militares, empreendeu campanha contra a Pérsia,
porém foi morto em combate, na Mesopotâmia.