Filippo
Tommaso Marinetti
(1876 - 1944)
Escritor,
poeta, jornalista e ativista político egípcio-italiano nascido
na cidade egípcia de Alexandria, Egito, um dos criadores do movimento
estético denominado de futurismo. Filho de um rico comerciante,
fez seus estudos em sua cidade natal, e também em Paris, Pádua
e Gênova, onde se formou em direito e viveu muito tempo. Suas primeiras
obras foram poemas que escreveu para revistas literárias e mais
tarde para sua própria revista, Poesia. Publicou no jornal
Le Figaro (1909), de Paris, um famoso manifesto em que mostrou sua
oposição às fórmulas tradicionais e acadêmicas,
expondo a necessidade de abandonar as velhas fórmulas e criar uma
arte livre e anárquica, capaz de expressar o dinamismo e a energia
da moderna sociedade industrial, que é considerado o texto fundador
do movimento futurista. Este foi o único movimento italiano
de vanguarda, no entanto o mais radical de todos, por pregar ruidosamente
a anti-tradição. Indicava que as artes demolissem o passado
e tudo o mais que significasse tradição, e celebrassem a
velocidade, a era mecânica, a eletricidade, o dinamismo, a guerra.
Juntaram-se a este "maluco idealista", Umberto Boccioni, Luigi
Russolo e Carlo Carrà, autores do Manifesto dos pintores
futuristas (1910) no mesmo ano em que Boccioni redigiria o Manifesto
técnico da pintura futurista. Com a guerra (1914), o futurismo
morreu com artistas como Boccioni mortos em combate, e outros vencidos
pela tradição. Alguns jovens artistas tentaram reavivá-lo
depois da guerra, mas sem sucesso, porém, sua influência sobre
os outros movimentos modernos foi importante e duradoura. Radicou-se definitivamente
na Itália e glorificou a I Guerra Mundial, como o mais belo poema
futurista, alistou-se no exército italiano, defendeu a intervenção
italiana naquela guerra e ingressou no Partido Fascista (1919). Politicamente
foi um ativo militante fascista e chegou a afirmar que a ideologia fascista
representava uma extensão natural das idéias futuristas.
Entre obras teatrais, romances e textos ideológicos de sua autoria
citam-se Le Roi bombance (1909), Mafarka le futuriste (1910),
Guerra sola igiene del mondo (1915), Futurismo e fascismo
(1924). Morreu em 2 de novembro (1944), em Bellagio.