Filón de Larisa
(145 - 79 a. C.)
Filósofo peripatético nascido em Larisa, as margens do rio Pineios, na região da Tessália, que foi discípulo de Clitômaco de Cartago (187 - 109 a. C.), este um seguidor da filosofia cética de Carnéades de Cirene (213-129 a. C.) e seu antecessor na Academia (129-109 a. C.), e que por sua vez o sucedeu (109 a. C.) e redirecionou a Academia para o dogmatismo platônico dando início ao movimento ecletista consagrado no mandato de seu sucessor, o acadêmico Antíoco de Ascalon (130-68 a. C.). Veio para Atenas e inicialmente foi partidário do ceticismo de Arcesilau e Carnéades. Logo abandonou esta postura por um dogmatismo no conhecimento, em teorias concernente com as teses de Platão, retirando a Academia da anterior tendência cética, dando início a adoção do critério eclético o qual rezava que embora não se pudesse atingir o conhecimento absoluto, poder-se-ia chegar a um grau de certeza suficiente para formular uma ética. Esteve contra a doutrina cética da suspensão da análise filosófica e manteve o que julgava necessário aos princípios morais. Seu principal discípulo foi Antíoco de Ascalon (130-68 a. C.), defensor radical desta teses. Sua filosofia foi o reflexo de sua educação literária, fortemente baseada nos ensinamentos dos grandes filósofos e seus sistemas: Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles e Zenão o estóico. Quando Atenas se viu ameaçada por Mitridates VI (88 a. C) seguiu para Roma, onde teve em Marco Túlio Cícero (106-43 a. C.), famoso jurista, orador e estadista romano, um atencioso e ilustre apreciador de algumas de suas lições, e o iniciou nas doutrinas dialéticas dos neo-acadêmicos. No seu período a Academia abandonou o ceticismo de Carnéades (213-129 a.C.) e adotou o dogmatismo moderado da antiga Academia. Segundo Sexto Empírico (150-220), ele reconhecia a possibilidade de conhecer os objetos com certeza e evidência, e admitia, ainda, certas proposições lógicas como absolutamente certas e verdadeiras. Voltou para Atenas (84 a. C.) onde continuou dirigindo a Academia até sua morte. Foi superado em importância e influência por Antíoco de Ascalon, contra quem sustentou uma polêmica sobre o sistema platônico e aristotélico e suas convergências com o estoicismo. Com esse nome também se tornaram históricos Filon de Alexandria ou O Judeu ( ~15 a. C. -40) e Filon de Bizâncio ( ~ 280-220 a. C.).