Advogado, jornalista e escritor brasileiro nascido em Belo Horizonte, Minas
Gerais, uma das mais ecléticas personalidade brasileira da segunda
metade do século XX, cyja obra literária caracterizou-se
pela capacidade de explorar, com fino senso de humor, o lado pitoresco
e poético de fatos cotidianos e personagens obscuros. Filho do representante
comercial Domingos Sabino e de Odete Tavares Sabino, na infância
e juventude, destacou-se como escoteiro, locutor de programa infantil aos
12 anos e autor do primeiro conto ainda no secundário. Como atleta,
aos 16 anos venceu vários campeonatos de nado de costas em Minas,
São Paulo e Rio de Janeiro e, aos 17 anos, começou a escrever
artigos literários para o jornal mineiro O Diário, onde também
eram publicados Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e
Hélio Pellegrino. Fez serviço militar na cavalaria
do CPOR, estudou direito e aos 18 anos publicou seu primeiro livro de contos,
Os grilos não cantam mais (1941). Passou para o funcionalismo
público (1942) na secretaria de Finanças, além de
dar aulas de português. Mudou-se para o Rio de Janeiro (1944), então
capital federal, onde mantinha um emprego em um cartório e se firmou
como colaborador de diversos jornais. Publicou A Marca (1944) pela José
Olympioe passou a conviver com a nata intelectual do então distrito
federal, incluindo Rubem Braga, Vinicius de Moraes, Di
Cavalcanti e Manuel Bandeira. Formou-se em direito (1946) e
mudou-se para Nova York, nos Estados Unidos, para trabalhar no consulado
brasileiro (1946-1948), experiência que resultou em A cidade vazia
(1950), retrato da vida americana. Neste período iniciou uma longa
cooperação com a imprensa brasileira, escrevendo para o 'Diário
de Notícias, o Diário Carioca, O Jornal, Jornal do
Brasil e O Globo. Seu primeiro e mais importante sucesso literário
foi o romance Encontro marcado (1956), lançado em vários
países e levado diversas vezes ao teatro. Depois veio o roteiro
do filme O homem nu (1960), com direção de Roberto
Santos e com Paulo José, e outro livro de sucesso, A
mulher do vizinho (1962). Foi adido cultural da embaixada do Brasil em
Londres (1964-1966) e fundou (1967), a Editora Sabiá, em sociedade
com Rubem Braga, na qual publicou obras de autores como Vinicius
de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles,
Pablo Neruda e Manuel Puig. No início da década
seguinte (1971) passa a exercer seus dotes de diretor de cinema, realizando
um curta sobre Rubem Braga e, no ano seguinte, em colaboração
com Davi Neves, em Los Angeles, uma série de oito pequenos
documentários sobre Hollywood para a TV Globo. Fundou a Bem-Te-Vi
Filmes e produziu curtas-metragens sobre feiras internacionais em vários
países. Participou da produção e direção
de documentários sobre escritores brasileiros contemporâneos
e voltou ao romance (1979) com O grande mentecapto, que lhe vale
o prêmio Jabuti. Depois vieram, entre outros, O menino
no espelho (1982), O gato sou eu (1983), Macacos Me Mordam
(1984), Faca de dois gumes (1985), Martini Seco (1987),
De Cabeça para Baixo (1989), Zélia, uma paixão,
a biografia autorizada da então toda poderosa do governo Fernando
Collor, Zélia Cardoso de Mello (1991), O Bom Ldrão
(1992), Aqui estamos todos nus (1993), Com a graça
de Deus (1995), Um Corpo de Mulher (1997), Amor de Capitu
(1998), A chave do enigma (1999), Cara ou Coroa? (2000),
Os Caçadores de Mentira (2003) e Os Movimentos Simulados
(2004). Depois de dois anos lutando contra um câncer no esôfago,
foi internado em setembro na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em
Laranjeiras, e morreu no Rio de Janeiro e foi enterrado no cemitério
São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio, no dia em
que copletaria 81anos de idade.
Figura copiada da FOLHA ILUSTRADA
ONLINE (11/10/2004):
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/