Poeta português nascido em Lisboa, crescentemente reconhecido como
o maior poeta português desde Camões. Filho da pequena
burguesia lisboeta, aos cinco anos perdeu o pai, que era crítico
musical. Em virtude do segundo casamento da mãe, foi levado (1896)
para Durban, África do Sul, onde cresceu, fez os cursos correspondentes
ao primeiro e segundo graus, e freqüentou a Universidade de Capetown.
Fluente em inglês e, como anglicizado, teve depois dificuldades em
reencontrar-se na vida portuguesa. Em Durban, escreveu os primeiros poemas
(1901), em inglês, e regressou sozinho para Lisboa (1905). Matriculou-se
no Curso Superior de Letras, em Lisboa (1906) mas abandonou o curso no
ano seguinte, dedicando-se, como autodidata, a vastas leituras de filosofia
e poesia. Passou a trabalhar como tradutor autônomo em escritórios
comerciais (1908). Levou vida modesta, complementando sua renda pela confecção
de horóscopos. Suas primeiras poesias em português somente
foram publicadas (1915) na revista Orfeu, onde criou um personagem,
o mestre Alberto Caeiro. Criou e dirigiu a revista Atena
(1924), juntamente com o amigo Ruy Vaz. Requereu (1926) patente
de invenção de um Anuário Indicador Sintético,
por Nomes e Outras Classificações, Consultável em
Qualquer Língua, e dirigiu, com seu cunhado, a revista de Comércio
e Contabilidade, e passou (1927) a colaborar com a revista Presença.
Publicou Mensagem (1934), único livro em português
que publicou em vida, e concorreu ao Prêmio Antero de Quental,
do Secretariado de Propaganda Nacional. Por ser a obra muito pequena, segundo
a justificativa alegada na ocasião, ganhou o segundo lugar. Com
uma obra altamente intelectualizada, muitas delas também ficaram
durante sua vida inéditas pois quando vivo, seu talento era apenas
reconhecido pelos círculos limitados da boêmia literária
de Lisboa. Vivendo modestamente, conflituoso e sujeito a crises de depressão
e alcoolismo, no ano seguinte, 30 de novembro, morreu na capital portuguesa,
aos 47 anos. Suas obras completas foram publicadas postumamente em 8 volumes,
a saber: Poesias de Fernando Pessoa (1942); Poesias de Álvaro
de Campos (1944); Poemas de Alberto Caeiro (1946); Odes de
Ricardo Reis (1946); Poemas dramáticos (1952); Poesias
inéditas
(1955-1956). Há traduções de sua
obra em espanhol, francês, inglês, alemão, italiano
e chinês, entre outras línguas
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O ENIGMA EM PESSOA:
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