Enrico
Ferri
(1856 - 1929)
Sociólogo
criminal, jurista e político italiano nascido em San Benedetto Po,
na Lombardia, considerado um dos grandes mestres do Direito Criminal, o
principal representante da escola positivista no Direito Penal e o criador
da sociologia criminal, e que considerava a delinqüência como
conseqüência de fatores antropológicos e sociais. Formou-se
em direito na Universidade de Bolonha (1877) onde defendeu a tese sobre
o livre arbítrio e sua conseqüência e tornou-se catedrático
de direito penal. Na política foi eleito deputado (1886) e reeleito
sucessivas vezes, e dirigiu o jornal socialista Avanti!
(1900-1905).
Com a criação do Instituto de Direito Penal na Universidade
de Roma (1912), foi chamado para dirigi-lo e o denominou Scuola di Applicazione
Guirídico-Criminale. Participou de múltiplos congressos,
junto com seu mestre e amigo, Cesare Lombroso (1836-1909),
um médico professor universitário e criminologista italiano
considerado o pai da criminologia, assim como com o jurisconsulto
napolitano Rafael Garófalo (1851-1934) com quem estudou
o crime e se fixaram em causas, como o clima, a idade, raça, sexo,
psicologia, densidade populacional e condições político-econômicas.
Durante seus últimos anos de vida desenvolveu uma infatigável
atividade acadêmica, viajando pela América do Sul e por vários
países europeus. Morreu em Roma deixando uma obra que influenciou
profundamente a legislação penal de diversos países,
inclusive a do Brasil e muitos juízes, promotores, advogados e pessoas
ligadas à área do Direito Criminal estudam e recomendam a
leitura de seus livros. Publicou L'imputabilità umana e la negazione
del libero arbítrio (1879), Sociologia criminale (1881)
e Progetto di codice penale italiano (1921). No Brasil um dos seus maiores sucessos tem sido
Discursos de Acusação - Ao lado
das vítimas, obra que agrupa seus melhores discursos proferidos
quando, defendendo a sociedade e as vítimas do crime, atacava os delinqüentes com a sua eloqüência.