Enesidemo
de
Cnosos
( ~150 - 70 a. C.)
Filósofo
neopirrônico ou cético empírico grego nascido em Cnosos,
Creta, considerado o pensador mais importante do período em que
ensinou em Alexandria ( ~70-50 a. C.) e dirigiu a escola cética
ou pirrônica. Escreveu varios livros dedicados ao pirronismo,
doutrina criada por Pirron de Élida (365-275 a. C.),
também conhecida como ceticismo, hoje ainda conhecidos, sendo
o mais importante Argumentações ou Esboço
do pirronismo, em que descreveu seus dez princípios para a suspensão
de juízo, ou seja, a avaliação do que seria verdadeiro
ou falso. Seus ensinamentos baseavam-se na crítica das
posturas dos estóicos e acadêmicos por considerá-los
dogmáticos. Em seus oito livros da obra Argumentações
pirrônicas recompilou todas as doutrinas diferentes para demonstrar
a impossibilidade de se alcançar um conhecimento verdadeiro concluindo:
Se existem diversas sensações para os diversos homens
ou para diversas circunstâncias, como distinguir entre as
verdadeiras e as falsas? Como distinguir também a verdade entre
as diversas crenças e opiniões humanas?. Aceitou a identidade
dos contrários, fundamento de todo relativismo e também do
esceticismo. Além do filósofo de Cnosos os principais seguidores
de Pirron foram Timón de Fliunte (320-230 a. C.),
Arcesilau de Pitane (316-241 a. C.), Carnéades
de Cirene (213-129 a. C.), Clitômaco de
Cartago (187-109 a. C.), Filón de Larisa (150-100
a. C.) e os neopirrônicos ou céticos empíricos
Agripa (150-100 a. C.) e Sexto Empírico (150-220).
Os céticos também são chamados de zetéticos
por seu afã de indagar e observar, eféticos pela suspensão
do juízo produzida pela investigação, aporéticos
por duvidar de tudo e pirrônicos por causa de Pirro
ou Pirron, seu fundador.