Émile Verhaeren
(1855 - 1916)
Poeta belga nascido em Saint Amand lez-Puers, um dos grandes representantes do simbolismo e criador de uma obra mais vinculado à problemática social. Descendente de uma família de classe média de origem francesa, aos doze 12 anos foi para Ghent, estudar com os jesuítas e depois de estudar direito na Universidade de Louvain, passou a publicar ma influente revista de Bruxelas, La Jeune Belgique. PhD em leis, trabalhou como auxiliar (1881-1884) de Edmond Picard, um renomado advogado criminalista de Bruxelas, que também atuava nos meios artísticos e intelectuais da cidade. Neste período uniu-se ao grupo simbolista que propugnava a renovação da literatura belga e ganhou muito prestígio após a publicação do seu primeiro livro de poesias, Les Flamandes (1883). Depois dos seus 35 anos o poeta evoluiu para formas mais livres, nas quais buscou expressar sua perspectiva do mundo moderno e a crença no avanço da humanidade para a igualdade das classes sociais, em obras como Les Villages illusoires (1895) e Les Forces tumultueuses (1902). As coleções líricas e os cinco volumes de Toute la Flandre (1904-1911) também trataram de temas da vida cotidiana. O poeta belga de expressão francesa, autor de contos, peças de teatro e crítica literária, além de poesia, e que evoluiu do naturalismo (1883) para um misticismo que o levou a uma crise espiritual (1890), morreu em Rouen, França, aos 71 anos. Na sua vasta produção também se destacaram contos, ensaios sobre pintura e peças teatrais, como Les Aubes (1898) e Philippe II (1901), porém com sucesso inferior às suas publicações de poesia, como em Les Moines (1886) e Les Flambeaux noirs (1890). Outras obras do autor foram Les soirs (1888), Les débâcles (1888),  Les campagnes hallucinées (1893),  Les visages de la vie (1899),  La multiple splendeur (1906 ), Les rythmes souverains (1910),  Les ailes rouges de la guerre (1916) e a trilogia Les heures (1896, 1905, 1911).