Importante médico sanitarista brasileiro nascido em Pindamonhagaba,
São Paulo, que confirmou, no Brasil, a teoria da transmissão
da febre amarela pelo vírus Stegomia calopus, numa experiência
onde o próprio cientista participou como cobaia. Diplomado pela
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1887) com a tese Morte aparente
de recém-nascidos. Foi diretor do Serviço Sanitário
do Estado (1888-1913), onde se consagrou como médico, sanitarista
e administrador público. Entrou para Desinfectório Central
(1895) e assumiu a combate a epidemias e endemias no interior do estado
(1896). Extinguiu a febre amarela inicialmente em Campinas (1898) e depois
no resto do estado, antecipando-se ao feito de Oswaldo Cruz, no
Rio de Janeiro. A frente do SS, combateu ainda a peste bubônica
em Santos e preparou, com Vital Brasil, o soro antipestoso,
criou o Instituto Butantã, a Seção de Proteção
à Primeira Infância, a Inspetoria Sanitária Escolar
e o Serviço de Profilaxia e Tratamento do Tracoma. Ampliou o Hospital
do Isolamento e dedicou especial atenção à maternidade
e a infância e ao tratamento dos leprosos. Sua produção
científica aliada à atuação em campo e à
capacidade de administração foram extraordinárias.
Pronunciou sua última conferência sobre febre amarela no Centro
Acadêmico da Faculdade de Medicina de São Paulo (1922) e morreu
no dia 19 de dezembro (1925) em São Paulo, aos 63 anos. Através
da Lei 4.903 de 19/12/1985, oriunda de um projeto do Deputado Geraldo
José Rodrigues Alckmin Filho, foi instituída pelo Governo de
Franco Montoro a Semana Estadual da Higiene e Saúde Pública
e Ocupacional, a ser comemorada anualmente dia 18 de Outubro, Dia do
Médico, a qual tem como patrono o precursor do sanitarismo no
Brasil.
Figura copiada do site EMÍLIO
RIBAS:
http://www.emilioribas.sp.gov.br/Doutorem.htm