Emílio Marcondes Ribas
(1862 - 1925)
  Importante médico sanitarista brasileiro nascido em Pindamonhagaba, São Paulo, que confirmou, no Brasil, a teoria da transmissão da febre amarela pelo vírus Stegomia calopus, numa experiência onde o próprio cientista participou como cobaia. Diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1887) com a tese Morte aparente de recém-nascidos. Foi diretor do Serviço Sanitário do Estado (1888-1913), onde se consagrou como médico, sanitarista e administrador público. Entrou para Desinfectório Central (1895) e assumiu a combate a epidemias e endemias no interior do estado (1896). Extinguiu a febre amarela inicialmente em Campinas (1898) e depois no resto do estado, antecipando-se ao feito de Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. A frente do SS, combateu ainda a peste bubônica em Santos e preparou, com Vital Brasil, o soro antipestoso, criou o Instituto Butantã, a Seção de Proteção à Primeira Infância, a Inspetoria Sanitária Escolar e o Serviço de Profilaxia e Tratamento do Tracoma. Ampliou o Hospital do Isolamento e dedicou especial atenção à maternidade e a infância e ao tratamento dos leprosos. Sua produção científica aliada à atuação em campo e à capacidade de administração foram extraordinárias. Pronunciou sua última conferência sobre febre amarela no Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina de São Paulo (1922) e morreu no dia 19 de dezembro (1925) em São Paulo, aos 63 anos. Através da Lei 4.903 de 19/12/1985, oriunda de um projeto do Deputado Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, foi instituída pelo Governo de Franco Montoro a Semana Estadual da Higiene e Saúde Pública e Ocupacional, a ser comemorada anualmente dia 18 de Outubro, Dia do Médico, a qual tem como patrono o precursor do sanitarismo no Brasil.

Figura copiada do site EMÍLIO RIBAS:
http://www.emilioribas.sp.gov.br/Doutorem.htm