Emídio
Dantas Barreto
(1850
- 1931)
Marechal-de-exército,
historiador militar, jornalista, romancista, teatrólogo, político
e escritor brasileiro nascido em Bom Conselho, Estado de Pernambuco, que
escreveu romances de pouca expressão e memórias militares.
Começou a carreira militar com apenas 15 anos de idade, como um
dos voluntários (1865) que lutaram no Paraguai, numa decisão
que nortearia sua vida e que o levaria também à literatura
e à política. Promovido a oficial por bravura (1868), somente
ao voltar da guerra fez o curso de artilharia na Escola Militar do Rio
de Janeiro. Participou (1898) da terceira expedição militar
contra Canudos (1897) e passou à reserva como marechal e entrou
para a política. Participou da campanha de Hermes da Fonseca
para a presidência da república, e em seu governo foi ministro
da Guerra. Demitiu-se do ministério para assumir o governo de Pernambuco
(1911-1915) e posteriormente elegeu-se para um mandato de senador ( (1916-1918)).
Era general-de-divisão quando foi eleito (1910) para a Cadeira n.
27 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Joaquim Nabuco.
Participou do chamado salvacionismo, movimento do qual se desligou mais
tarde e reformou-se como marechal-de-exército (1918) e faleceu na
cidade do Rio de Janeiro. Entre seus romances,s peças de teatro
e memórias destacaram-se A condessa Hermínia (1883),
Lucinda e Coleta (1883), Margarida Nobre (1886), A última
expedição de Canudos (1898), Acidentes da guerra.
Operações de Canudos (1915), Expedição
a Mato Grosso. A revolução de 1906 (1907), Impressões
militares (1910), A destruição de Canudos, (1912),
Discurso político (1912), Conspirações
(1917).A Última expedição de Canudos e A
destruição de Canudos.