16.º Rei de Portugal (1557-1578) nascido em Lisboa, que desapareceu
na África gerando o sebastianismo, uma espécie de
crença messiânica no seu retorno ao país. Neto e sucessor
de D. João III, herdeiro do trono português,
foi coroado rei aos três anos de idade e durante a menoridade ficou
sob a tutela do cardeal D. Henrique, seu tio-avô
paterno, e da avó, D. Catarina da Áustria.
Educado austeramente pelos jesuítas, logo demonstrou concentrar
seus interesses nas artes da guerra e da conquista e ter como grande ambição
a vitória sobre os muçulmanos para a glória do cristianismo.
Assumindo o trono (1568) deu início ao projeto de criar um império
português no norte da África e combater os mouros em nome
de Cristo. Comandou uma primeira expedição contra
o Marrocos (1574) e numa segunda, à frente de um exército
de mais de 15.000 homens, desembarcou novamente no litoral marroquino (1578).
Seu projeto terminou tragicamente, pois na batalha de Alcácer-Quibir,
no dia 4 de agosto, os portugueses foram esmagados pelas forças
superiores do sultão Abd al-Malik e o rei desapareceu misteriosamente
em combate, quando tinha apenas 24 anos de idade. Com seu sumiço
e por não ter herdeiros, foi proclamado rei o velho cardeal, seu
tio e seu antigo tutor, D.
Henrique, que reinou dois anos
e também morreu. Esgotada a linha masculina da casa de Avis, recorreu-se
à feminina, mediante várias manobras da nobreza e dos espanhóis.
Assim se facilitou a anexação de Portugal pela Espanha (1580),
que deixaria o país sob o domínio espanhol, ao mesmo tempo
que evoluía o mito sebastianista de que o jovem rei sobrevivera
e voltaria para libertar seu povo. Essa crença sobreviveu por três
séculos como símbolo do nacionalismo português. Subiu
ao trono de Portugal (1581), contra a vontade popular,
Filipe II,
rei da Espanha, viúvo de uma filha de D. João III
e o reino só readquiriu a independência sessenta anos depois
(1640) quando teve início o reinado de D. João
IV, fundador da dinastia de Bragança.
OBS constante do Portugal - Dicionário Histórico (http://www.arqnet.pt/dicionario/sebastiao1rei.html): Dom João III tivera 10 filhos legítimos e 1 bastardo, mas todos morreram em vida de seu pai, exceto o príncipe Dom João, que nascera (1537), chegara à adolescência, e por isso, apenas ele completou 15 anos seu pai o casou com Dona Joana, filha de Carlos V, mas a sorte fatal que perseguira os outros filhos do monarca, também o não poupou, e o príncipe Dom João faleceu (1554), deixando sua esposa grávida e próximo do termo da gravidez. Assim sendo, o 16.º Rei de Portugal era filho póstumo do príncipe D. João, o único filho varão sobrevivente de D. João III, e de Dona Joana, infanta de Espanha.
Figura copiada do site PORTAL
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