João V de Portugal, o Magnânimo
(1689 - 1750)
  Monarca português (1706-1750) nascido em Lisboa, cujo reinado caracterizou-se pelo exercício absolutista do poder monárquico, tomando por modelo Luís XIV, da França, e cujo reinado foi um dos mais brilhantes da História de Portugal. Filho de D. Pedro II e de sua segunda esposa, Maria Sofia Isabel de Neuburg, assumiu o trono (1707). Casou-se (1708) com a arquiduquesa Maria Ana de Áustria, filha do imperador Leopoldo I, e que se mostrou uma rainha de grandes qualidades. Inteligente, instruído e estadista competente, cercou-se de ministros e diplomatas notáveis, como o brasileiro Alexandre de Gusmão, principal inspirador de sua política para o Brasil. Negociou o fim da Guerra da Sucessão da Espanha, e logo a seguir, a pedido do Papa Clemente XI, autorizou a participação de navios portugueses na famosa a batalha naval de Matapan, contra os turcos. Fez com que o prelado de Lisboa fosse sempre cardeal e o núncio apostólico em Portugal elevado ao cardinalato antes de terminar as suas funções e não sendo uma vez atendido nisso pelo Papa Bento XIII, rompeu relações com a Santa Sé, depois reatadas com o Papa Clemente XII ao conseguiu que a catedral de Lisboa fosse elevada à dignidade de sé patriarcal e que os seus cônegos usassem insígnias semelhantes aos da corte papal. Ainda obteve para Portugal o privilégio de os sacerdotes rezarem três missas no Dia de Finados, que só mais de século e meio depois foi estendido a toda a Cristandade. Fora estes rápidos episódios, o seu reinado promoveu um dos mais prolongados períodos de paz de que Portugal gozou ao longo de toda a sua História. Dispondo das volumosas riquezas que o erário régio auferia dos recursos provenientes da exploração aurífera, no Brasil, edificou o monumental conjunto de Mafra: basílica, palácio real e convento e desenvolveu o que chamou-se Estilo Barroco Joanino. Assim interessado pelo desenvolvimento da cultura, segundo os moldes do tempo, organizou a célebre Academia Real da História, que congregava pessoas de grande cultura e de alto nível social. Amante da matemática e da música, criou a biblioteca da Universidade de Coimbra e construiu o aqueduto das Águas Livres, que abasteceu Lisboa. Ao longo de seu governo ignorou completamente as Cortes de Lisboa e, depois de quase quatro décadas e meia de governo, morreu em Lisboa e foi sucedido pelo filho, D. José I. O cognome pelo qual ficou sendo conhecido, Magnânimo, foi-lhe auferido por sua extrema vaidade e pela obsessão por honrarias. Por exemplo, para se poder equiparar aos monarcas espanhóis, que eram chamados Católicos e ao da França, este denominado Cristianíssimo, requereu e obteve do Papa Bento XIV o título e tratamento de Fidelíssimo.

Figura copiada do site TRIPLOV:
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