Monarca português (1706-1750) nascido em Lisboa, cujo reinado caracterizou-se
pelo exercício absolutista do poder monárquico, tomando por
modelo Luís XIV, da França, e cujo reinado foi um
dos mais brilhantes da História de Portugal. Filho de D.
Pedro II e de sua segunda esposa, Maria Sofia Isabel de Neuburg,
assumiu o trono (1707). Casou-se (1708) com a arquiduquesa Maria Ana
de
Áustria, filha do imperador
Leopoldo I, e que se
mostrou uma rainha de grandes qualidades. Inteligente, instruído
e estadista competente, cercou-se de ministros e diplomatas notáveis,
como o brasileiro Alexandre de Gusmão, principal inspirador
de sua política para o Brasil. Negociou o fim da Guerra da Sucessão
da Espanha, e logo a seguir, a pedido do Papa Clemente XI,
autorizou a participação de navios portugueses na famosa
a batalha naval de Matapan, contra os turcos. Fez com que o prelado
de Lisboa fosse sempre cardeal e o núncio apostólico em Portugal
elevado ao cardinalato antes de terminar as suas funções
e não sendo uma vez atendido nisso pelo Papa Bento XIII,
rompeu relações com a Santa Sé, depois reatadas com
o Papa Clemente XII ao conseguiu que a catedral de Lisboa
fosse elevada à dignidade de sé patriarcal e que os seus
cônegos usassem insígnias semelhantes aos da corte papal.
Ainda obteve para Portugal o privilégio de os sacerdotes rezarem
três missas no Dia de Finados, que só mais de século
e meio depois foi estendido a toda a Cristandade. Fora estes rápidos episódios, o seu reinado promoveu um dos mais prolongados períodos
de paz de que Portugal gozou ao longo de toda a sua História. Dispondo
das volumosas riquezas que o erário régio auferia dos recursos
provenientes da exploração aurífera, no Brasil, edificou
o monumental conjunto de Mafra: basílica, palácio real e
convento e desenvolveu o que chamou-se Estilo Barroco Joanino. Assim
interessado pelo desenvolvimento da cultura, segundo os moldes do tempo,
organizou a célebre Academia Real da História, que congregava
pessoas de grande cultura e de alto nível social. Amante da matemática
e da música, criou a biblioteca da Universidade de Coimbra e construiu
o aqueduto das Águas Livres, que abasteceu Lisboa. Ao longo de seu
governo ignorou completamente as Cortes de Lisboa
e, depois de quase
quatro décadas e meia de governo, morreu em Lisboa e foi sucedido
pelo filho, D. José I. O cognome pelo qual ficou sendo
conhecido, Magnânimo, foi-lhe auferido por sua extrema vaidade
e pela obsessão por honrarias. Por exemplo, para se poder equiparar
aos monarcas espanhóis, que eram chamados Católicos
e ao da França, este denominado Cristianíssimo, requereu
e obteve do Papa Bento XIV o título e tratamento de
Fidelíssimo.
Figura copiada do site TRIPLOV:
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