Maria Ricardina, a Diná Lopes Coelho
(?  - 2003)
Artista brasileira nascida em São Paulo, que ficou para sempre ligada ao desenvolvimento das artes plásticas no Brasil. Casou-se inicialmente com o jurista Canuto Mendes de Almeida (1906-1990), mas deixou-o para viver com o escritor paulista autor de A Idéia de Matar Belina, Luis Lopes Coelho (1911-1975), sem se incomodar que em sua época desquites e separações, ainda eram acontecimentos altamente escandalosos. Em meados do século XX, quando Francisco Ciccilo Matarazzo Sobrinho (1898-1977) criou a Fundação de Arte Moderna (1948) e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (1949) e fundou no Brasil a Bienal das Artes, tornou-se seu braço direito, organizando essa grande exposição internacional de arte. No pavilhão da Bienal ela podia ser vista circulando de patins, para facilitar a locomoção. Tornou-se, dessa forma, uma figura super importante no mundo das artes plásticas e foi secretária geral do Museu de Arte Moderna (1969-1982), período em que criou o Panorama de Arte Atual Brasileira (1972), uma exposição que passou a reunir anualmente o que o Brasil tem de melhor em artes plásticas. O Panorama traçaria a produção artística dos anos seguintes no Brasil, cujos prêmios, aquisitivos, engordariam a coleção, tornou-se uma bem sucedida forma de adquirir obras para o acervo com doações de artistas. Essa mostra tornou-se a mais tradicional e a que mais se aproxima da missão do museu: colecionar, preservar e divulgar a arte brasileira moderna e contemporânea. Ao logo dos anos, o acervo foi enriquecido com a doação de importantes coleções, como a do jornal O Estado de S. Paulo, a Coleção Paulo Figueiredo, a Coleção Kodak do Brasil, a Coleção Clube de Colecionadores da Gravura do MAM, entre outras. No fim dos anos oitenta ela decidiu que não queria mais ser vista, pois estava velha demais e refugiou-se em um exílio voluntário e morreu em São Paulo, SP.