Deolindo Augusto de Nunes Couto
(1902 - 1992)
Médico neurologista e ensaísta brasileiro nascido em Teresina, Estado do Piauí, cuja maior realização foi a criação do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, que depois (1972) passou a ter seu nome. Filho de Henrique José Couto e de Maria de Nunes Couto, foi educado nos Liceus de Teresina e de São Luís do Maranhão, e começou o curso de medicina na Bahia (1920), concluído no Rio de Janeiro (1926), na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Especializou-se em neurologia em Paris (1935) e em Berlim (1936), sendo nesta passagem pela Europa, estagiário em Serviços Neurológicos na Faculdade de Medicina de Paris e na Universidade de Berlim. De volta ao Brasil, dedicou-se inteiramente a carreira médica e desempenhou intensa atividade no setor educacional, ocupando importantes cargos, mediante concurso de provas e títulos. Foi Livre Docente de Clínica Neurológica e de Clínica Médica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil e de Clínica Neurológica na Faculdade Fluminense de Medicina, Médico do Serviço Nacional de Doenças Mentais, Professor Catedrático de Clínica Neurológica na Faculdade Nacional de Medicina e na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Foi fundador e diretor do Instituto de Neurologia da Universidade do Brasil. Foi Vice-Reitor e posteriormente Reitor da Universidade do Brasil. Tornou-se sócio efetivo da Academia Brasileira de Medicina (1942) e foi nomeado (1945), por concurso, catedrático da Faculdade Nacional de Medicina, com um trabalho tido como clássico em sua especialidade: O tremor parkinsoniano e a via piramidal. Participou de numerosos congressos especializados no Brasil e no exterior. Foi professor no Curso Superior Internacional de Neurologia realizado em Lisboa (1953), e no Instituto Franco-Brasileiro de Alta Cultura de Paris (1975) delegado do Brasil na World Federation of Neurology e vice-presidente dos Congressos Internacionais de Neurologia em Paris (1949), Lisboa (1955), Bruxelas (1957) e Roma (1961), onde presidiu a Delegação brasileira. Membro de associações brasileiras e estrangeiras, foi presidente da Academia Nacional de Medicina, e reitor da UFRJ e, também, eleito em 24 de outubro (1963), para a Cadeira n. 11, na sucessão de Adelmar Tavares. Doutor Honoris Causa de Universidade Federal da Bahia e da Universidade Federal do Piauí, e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, faleceu no Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro.Entre suas obras destacaram-se O tremor parkinsoniano e a via piramidal (1945), Vultos e idéias (1961), Dois sábios ibéricos (1961), Afrânio Peixoto, professor e homem de ciência (1976), Clementino Fraga, o médico (1980), Clínica neurológica (1944), além de artigos, conferências, relatórios e memórias sobre temas médicos, em periódicos nacionais e estrangeiros.