Casimiro
José Marques de Abreu
(1839 - 1860)
Poeta brasileiro de vida efêmera
nascido na fazenda da Prata, no atual município de Silva Jardim,
RJ, caracterizado por uma poesia nacionalista e exemplo puro do romantismo
brasileiro, e patrono da Cadeira n. 6 da Academia Brasileira de Letras,
por escolha do fundador Teixeira de Melo. Filho natural do rico
comerciante português José Joaquim Marques Abreu e
da fazendeira Luísa Joaquina das Neves, passou a infância
sobretudo na propriedade materna, Fazenda da Prata, em Correntezas. Recebeu
apenas instrução primária no Instituto Freeze, em
Nova Friburgo (1849-1852), onde foi colega de Pedro Luís,
seu grande amigo para o resto da vida. Foi para o Rio de Janeiro (1852)
trabalhar no comércio com o pai, com o qual viajou para Portugal
(1854). Em Lisboa iniciou a atividade literária, publicando um conto
e escrevendo a maior parte de suas poesias, exaltando as belezas do Brasil
e cantando suas saudades do país. Lá compôs também
o drama Camões e o Jau, representado no teatro D. Fernando
(1856), enquanto já colaborava na imprensa portuguesa, ao lado de Alexandre
Herculano, Rebelo da Silva e outros. No mesmo ano (1856), o
jornal O Progresso imprimiu o folhetim Carolina, e na revista
Ilustração Luso-Brasileira saíram os primeiros capítulos
de Camila, recriação ficcional de uma visita ao Minho,
terra de seu pai. Regressando ao Brasil (1857), permanecendo no Rio de
Janeiro para continuar sua obra e trabalhar na loja do pai. Colaborou em
A Marmota, O Espelho, Revista Popular e no jornal Correio Mercantil, de
Francisco Otaviano, e onde também trabalhavem dois jovens
igualmente brilhantes: o jornalista Manuel Antônio de Almeida
e o revisor Machado de Assis, seus companheiros em rodas literárias.
Com a morte do pai (1860) e doente de tuberculose, buscou alívio
no clima de Nova Friburgo, RJ, e, depois, na fazenda de Indaiaçu,
, no atual município de Casimiro de Abreu, RJ, onde faleceu em plena
juventude, seis meses depois do pai, três meses antes de completar
vinte e dois anos. Escreveu as seguintes obras: a peça teatral Camões
e o Jau (1856), os romances Carolina, (1856) e Camila
(1856), Canção do exílio (1857), a prosa poética
A virgem loura Páginas do coração (1857) e
o famoso livro de poemas As primaveras (1859), seu único
livro publicado em vida.