Rei da Polônia (1333-1378) nascido em Kujavia, considerado o verdadeiro
criador da unidade política e nacional da Polônia. Prudente,
mas também pertinaz e decidido, sempre preferiu resolver as questões
do país pela via diplomática. Mesmo assim, teve de lançar
seus exércitos para invadir a Rússia Vermelha (1340-1349),
e para conquistar os antigos ducados de Malic e Vladimir. Nos seus 37 anos
de reinado na Polônia, mais que duplicou o território do país.
No plano interno, fez o possível para unificar o país, mantendo
os súditos sob um só rei, uma só lei e uma só
moeda. Fundou diversas cidades, e tanto às novas quanto às
já existentes concedeu a chamada lei de Magdeburg, pela qual
gozavam de autonomia para formar o governo local. Construiu mais de cinqüenta
castelos e ajudou a edificar várias igrejas. Fundou a Universidade
de Cracóvia (1364), com a finalidade de aumentar o número
de administradores e advogados. Morreu em um acidente de caça e
após sua morte foi cognominado o Grande, por suas qualidades
de dirigente pacifista e talentoso diplomata.
Figura copiada da página
do THE POLISH GENEALOGY PROJECT:
http://polishproject.hypermart.net/
A N E X O
Sobre a dinastia Jaguelão, Jagiello ou Jogaila
(Baseado no texto da página POLÔNIA - http://www.inmacieira.hpg.ig.com.br/polonia.htm)
Wladyslaw Jagiello (ouJogaila), o Ladislau I, o Breve (1305-1333), foi coroado (1320) e unificou o reino. O poder da Polônia aumentou durante o reinado de seu filho (1333-1370), Krzimierz Wielki Jogaila, o Casimiro III, o Grande (1310-1370), soberano culto que iniciou importantes reformas administrativas, judiciais e legislativas e incorporou a Galícia. No início do século XV, subiu ao trono a dinastia Jaguelão. Com ela, a Polônia conheceu um grande período de poder, prosperidade e desenvolvimento cultural. Krzimierz Jogaila, o Casimiro IV Jaguelão (1427-1492) obteve a Prússia ocidental, a Pomerânia e recuperou o acesso ao Báltico. Os latifundiários e a pequena nobreza adquiriram amplos privilégios, o Sejm, órgão parlamentar, adquiriu mais importância e se estreitaram os laços com o Papado. Os sucessivos reis da dinastia ampliaram o território até o mar Negro. Com a morte (1572) de Zygmunt II August Jogaila, o Sigismundo II ( ~1505-1572), último Jaguelão, que reinou durante 24 anos (1548-1572), também Grã-Duque da Lituânia (1522-1572), encerrou-se a dinastia e instituiu-se um regime de reis eleitos pelo Sejm, dominado pela nobreza. Durante dois séculos, a posição política, econômica e militar da Polônia se deteriorou. As sucessivas guerras com a Suécia, Rússia, os cossacos ucranianos, Brandemburgo e os turcos otomanos implicaram derrotas, perdas territoriais importantes e a devastação da Polônia. No começo do século XVIII, o Império Russo abriu uma ofensiva sistemática contra a Polônia. A subida ao trono (1697) de August II de Sajonia, fez eclodir a guerra da Sucessão polonesa (1699-1702). As tropas russas entraram na Polônia (1764) e forçaram a entronização de Stanislaw II August Poniatowski.