Cândido José de Araújo Viana, marquês de Sapucaí
(1793 - 1875)
Jurista brasileiro nascido em Congonhas do Sabará, Estado de Minas Gerais, um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o qual presidiu por cerca de trinta anos.
Filho legítimo do Capitão-Mor Manoel de Araújo da Cunha e de D. Mariana Clara da Cunha, estudou o primário em sua terra natal. Foi provido pelo Conde de Palma, Governador e Capitão-General da capitania de Minas Gerais, no posto de 2º Ajudante das Ordenanças do termo da vila de Sabará. O Príncipe Regente D. João confirmou esse ato, assinando a respectiva patente (1815). Seguiu para Portugal e matriculou-se (1815) na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, bacharelando-se em direito (1821). Regressando ao Brasil, foi nomeado Juiz de Fora da cidade de Mariana (1821), e Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas da mesma cidade, no ano seguinte. Foi deputado por Minas Gerais à Constituinte 1ª legislatura (1826-1829), seguindo-se mais três legislaturas (1830-1839) e nomeado desembargador da Relação de Pernambuco (1826). Presidente das províncias de Alagoas (1826) e, a seguir, do Maranhão (1828), tornou-se (1832) desembargador da Relação da Bahia e ministro da Fazenda. Continuou a representar a província de Minas Gerais até ser conduzido ao Senado (1839), ano em que passou a preceptor do futuro imperador. Foi ministro do Império no segundo gabinete da maioridade (1842), e tornou-se Ministro da Suprema Corte de Justiça (1849), cargo que exerceu por 11 anos. Respeitado por sua retidão de caráter, foi membro do conselho de estado e obteve o reconhecimento de D. Pedro II, que lhe deu o título de visconde (1854) e, quando já aposentado, marquês (1872). Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de janeiro de 1875, e foi sepultado no Cemitério da Ordem de São Francisco de Paula, em Catumbi. Hoje é mais lembrado pelo nome da avenida do carnaval carioca.