Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny
(1776 - 1850)
Arquiteto francês nascido em Paris, líder do grupo de pintores, escultores e arquitetos franceses chamados por D. João VI para colaborar no desenvolvimento das artes no Brasil. Arquiteto de grande mérito, recebeu o Prêmio Roma (1799) e ganhou maior fama depois de reformar a Villa Medici, em Roma (1803), e construir o palácio Bellevue, em Kassel, Vestfália. Mudou-se para o Rio de Janeiro (1816), cidade de onde não mais saiu, e recebeu o título de professor de arquitetura, o primeiro oficialmente concedido no país. Foi incumbido de projetar o edifício da futura Academia Imperial de Belas-Artes (1817) e, mais tarde, responsabilizou-se pela elaboração de projetos oficiais e privados, projetando e construindo residências particulares nas ruas do Passeio, Mariz e Barros, Haddock Lobo e Catumbi, no Rio de Janeiro. Sua concepção neoclássica provocou resistências dos tradicionalistas. Projetou o edifício da praça do Comércio (1821), depois prédio da Alfândega, Segundo Tribunal do Júri, Casa França-Brasil e, mais tarde, executou notáveis obras públicas, como a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a primeira e a segunda praças do Comércio, o mercado da Candelária e a adaptação do Seminário São Joaquim para funcionamento do Colégio Pedro II. A influência do arquiteto permaneceu por muitas décadas e suas lições orientaram vários discípulos.