August Heinrich Hoffmann von Fallersleben
(1798 - 1874)
  Compositor alemão nascido na pequena vila de Fallersleben aproximadamente 30 km a nordeste de Brunswick, mais tarde Reino de Hanôver, autor do Hino nacional da Alemanha. Terceiro dos cinco filhos do comerciante, publicano e prefeito Heinrich Wilhem Hoffmann e sua esposa Dorothee nee Balthasar, iniciou sua educação na escola pública de Fallersleben (1804). Depois (1812) transferiu-se para Helmstedt onde estudou especialmente história, gramática, latim e grego, e escreveu seus primeiros poemas. Dois anos depois entrou para o colégio Catharineum, em Brunswick (1814), onde passou a viver e escrever mais poemas. Entrou para a universidade estatal de Göttingen (1816) inicialmente estudando teologia protestante, mas logo mudando para filosofia clássica e história e cultura greco-romana. Conheceu (1818) e firmou grande amizade como os irmãos Grimm, em Kassel, e foi incentivado por Jakob Grimm a se dedicar ao estudo da língua e leteratura germânicas. No ano seguinte (1819) foi para Bonn, para a Universidade Friedrich Wilhem e durante este período fez várias viagens de estutudos pelas regiões dos Países Baixos, norte da França e oeste alemão. Estudou com August Wilhelm Schlegel e tornou-se assistente na biblioteca da universidade (1919) e nessaa época passou a ser conhecido como von Fallersleben. Foi nomeado curador substituto na biblioteca universitária real de Breslau (1823) e doutor honorário da universidade de Leiden. Anos depois (1830) foi nomeado professor extraordinário de língua e literatura de alemã na Universidade de Breslau, hoje Wroclaw. Quando se encontrava na Ilha de Helgoland, temendo pela desagregação da nação germânica, escreveu o texto da Lied der Deutschen ou Canção dos Alemães (1841) sobre uma melodia da peça Quarteto do Imperador, do compositor Joseph Haydn. Sua composição nacionalista seria reconhecida pioneiramente como o hino nacional da República Federal da Alemanha, poucos anos depois, na época da Revolução (1848). Porém, depois de publicar Unpolitical Songs (1842) o governo prussiano o considerou perigoso politicamente, o demitiu do cargo na universidade e o baniu do país. Casou-se (1849) com sua sobrinha Ida zum Berge, e fixou residência em Weimar (1854) e lá nasceu seu filho Franz (1855) que se tornaria pintor de paisagens na Academia de Artes, em Düsseldorf. Tornou-se bibliotecário do Duque de Ratibor, em Corvey (1860), ano em que enviuvou e também escreveu Weimarischen Jahrbüchern für deutsche Sprache, Literatur und Kunst. Morreu em Corvey, em 19 de janeiro (1874), vítima de um ferimento e conta-se que seu féretro foi seguido por cerca de 4000 pessoas. Em sua carreira de compositor de canções populares e marciais também são lembradas Deutsche Lieder (1815), Bonner Burschenlieder (1819), Die Schöneberger Nachtigall (1822), Dies schlesische Nachtigall (1825), Allemannische Lieder (1826), Kirchhofslieder (1827), Jägerlieder (1828), Buch der Liebe (1836), Deutsche Gassenlieder (1843), Fünfzig Kinderlieder (1843), Maitrank (1844), Hoffmann'sche Tropfen (1844), Diavolini (1848), 37 Lieder für das junge Deutschland (1848), Soldatenlieder (1851), Die Kinderwelt in Liedern (1853), Lieder für Schleswig-Holstein (1863), Lieder der Landsknechte (1868) e Vaterlandslieder (1871).

Figura copiada do KARADAR’S CLASSICAL MUSIC:
http://www.karadar.com/


A  N  E  X  O

Lied der Deutschen (1841)

Deutschland, Deutschland über alles,
Über alles in der Welt,
Wenn es stets zu Schutz und Trutze
Brüderlich zusammenhält!
Von der Maas bis an die Memel,
Von der Etsch bis an den Belt:
Deutschland, Deutschland über alles,
Über alles in der Welt!<

Deutsche Frauen, deutsche Treue,
Deutscher Wein und deutscher Sang
Sollen in der Welt behalten
Ihren alten schönen Klang,

Unser ganzes Leben lang:
Deutsche Frauen, deutsche Treue,
Deutscher Wein und deutscher Sang!

Brüderlich mit Herz und Hand!
Einigkeit und Recht und Freiheit
Sind des Glückes Unterpfand;
Blüh' im Glanze dieses Glückes,
Blühe, deutsches Vaterland.