Aspásia, a cortesã
(~ 470 - 410 a. C.)
  Cortesã e sofista grega nascida em Mileto, Ásia Menor, na hoje Turquia,
amante de Péricles (495-429 a. C.), tradicionalmente tida como muito bonita, inteligente, bem falante e, sobretudo, historicamente lembrada por ter tido importante influência sobre os destinos políticos do governo. Mudou-se para Atenas (450 a. C.) e ali viveu como estrangeira residente. Educada e hábil na arte de conversar e entreter, conheceu o estratego ateniense Péricles, o mais poderoso e prestigiado governante da história de Atenas, mas não se casou com ele, pois uma lei, o metecos, proibia relacionamentos de atenienses com estrangeiros. Passou a viver como concubina ou pallakê, até que o ateniense se divorciou da primeira mulher, cuja identidade é desconhecida, para ficar com ela, que era cerca de 25 anos mais jovem. Por outro lado o status de estrangeira permitiu que ela não ficasse confinada ao lar, podendo freqüentar qualquer ambiente, e sob sua influência, fez de sua casa um lugar de encontros de intelectuais e pessoas distintas em Atenas, entre eles Sócrates, que a admirava pela sua rara sabedoria política. Como primeira dama ateniense também foi odiada, especialmente por puro preconceito machista, e o relacionamento entre os dois foi alvo de retaliação por sua notória influência sobre a forma de Péricles governar. Pela crença de sua grande influência em cima do marido, foi acusada de responsável pela Revolta de Samos (440 a. C.) contra Atenas e a Guerra do Peloponeso (431-404 a. C.), o que sinaliza sua então forte influência política. Também foi satirizada amplamente e acusada de impiedosa pelo poeta cômico Hermipo, mas sempre foi defendida e teve o apoio do governo. Após a morte de seus dois enteados, seu filho com Péricles, também chamado Péricles, obteve cidadania ateniense. Viúva (429 a. C.), logo depois da morte de Péricles, casou-se com o democrata Lisides e foi mãe de outro filho, quando já tinha mais de quarenta anos e provavelmente morreu em Atenas.

Figura copiada do site PORTRAIT GALERY / UTL:
http://www.lib.utexas.edu/photodraw/portraits/



Aspásia, a médica


(século I)
Médica grega muito popular em Roma, que descreveu as várias posições fetais e pesquisou sobre a prevenção de abortos. Também recomendava exercícios físicos na preparação das mulheres para o trabalho de parto e estudou com bastante profundidade sobre métodos de contracepção. Também descreveu sobre cirurgias para extirpação de tumores uterinos e hérnias.



Aspásia Pires


(1938 - )
Médica brasileira nascida no Recife, que participou da época de ouro do Hospital Barão de Lucena, onde trabalhou por mais de 20 anos (1972-1994). Educada em Recife, iniciou medicina na Universidade Federal de Pernambuco (1960), e ainda estudante, começou a freqüentar a Maternidade do Derby e da Encruzilhada. Por meio de um concurso para acadêmicos de medicina foi admitida no Estado. Graduada (1965) foi efetivada como médica do Estado e tornou-se especialista em Ginecologia e Obstétrica pela Associação Médica Brasileira (1967). Trabalhou no Hospital João Murilo, na Maternidade Bandeira Filho por 28 anos e como médica no antigo IAPI, que depois virou Inamps. Trabalhou também no Getúlio Vargas e depois no Hospital Barão de Lucena, onde trabalhou em cirurgia ginecológica, ensinando a muitos residentes a realizar histerectomia e colpoperineoplastia posterior, entre muitas outras cirurgias e aposentou-se após 31 anos de serviço. Continuou participando ativamente dos Congressos e Jornadas de Ginecologia e publicando em periódicos de artigos científicos e de tema livres. É sócia fundadora da Coopetativa dos Médicos Ginecologistas e Obstetras de Pernambuco, na qual assumiu a presidência (2000).