Teatrólogo cômico grego nascido em Atenas, um dos maiores
escritores de comédia de história, cujas peças mostravam
uma visão realista e cheia de ironia da vida helênica cotidiana
e ainda é uma importante fonte de inspiração para
muitos escritores modernos. Filho de um intelectual aristocrático
e proprietário rural na ilha de Egina, de nome Filipe, estudou
filosofia e teologia e se opôs às idéias reformadoras
dos sofistas. Depois de adquirir uma formação cultural notável
e de espírito conservador, começou a escrever e venceu vários
concursos literários atenienses. Das quarenta peças que escreveu,
onze chegaram completas aos tempos atuais. Especializou-se na sátira
social e política não poupou em suas críticas nenhuma
figura ilustre, nenhuma instituição, nem mesmo os deuses,
personificações humanas, além de atacar as inovações
artísticas, morais, políticas e sociais da Atenas de seu
tempo, reocupando-se em defender a paz e advertir a população,
sobretudo a rural, dos abusos urbanos. Participou das políticas
pela instauração do Partido Aristocrático, em oposição
aos democratas. Se opôs a guerra do Peloponeso, porque a considerava
fratricida e que a mesma traria a miséria para os camponeses de
Ática, pensamento exposto especialmente em Lisístrata.
Em, por exemplo, Os cavaleiros (424 a. C.), combateu violentamente
os demagogos Cléon e Hipérbolo, então
dominantes na cidade. Sua postura conservadora levou-o a defender os tradicionais
mitos religiosos e se mostrou radicalmente contra qualquer nova doutrina
filosófica. Desafeto dos socráticos, em sua comédia
As nuvens (423 a. C.) apresenta o filósofo como um demagogo
dedicado a ensinamentos de todo tipo, deturpando as mentes dos jovens.
Das onze peças conhecidas de sua autoria, dez incluem-se na chamada
comédia antiga. São elas: Os acarnianos (425
a. C.), onde ele implorou um fim da guerra contra Esparta, Os cavaleiros
(424 a. C.), uma sátira ao político ateniense e líder
de exército Cleon, As nuvens (423 a. C.), uma sátira
sobre Sócrates, cujo idéias acreditava ferirem os
interesses do estado, As vespas (422 a. C.), uma sátira da
justiça corteja, A paz (421 a. C.), novamente pela paz com
Esparta, Os pássaros (414 a. C.), uma sátira no afeto
ateniense de litígio e considerada sua obra-prima, Lisístrata
(411 a. C.), onde as mulheres faziam greve de sexo para que os maridos
deixassem de fazer guerra, As convocadas (411 a. C.), As rãs
(405 a. C.), onde ele atacou o dramaturgo Eurípides, A assembléia
das mulheres (392 a. C.), onde atacou a idéia de propriedades
comunais, e Pluto (388 a. C.), uma critica ao conceito de redistribuição
de riqueza em Atenas. Seus trabalhos foram escritos sem muito rigor idiomático,
especialmente dirigidos ao público ateniense, e incluiu diálogos,
corais, cenas líricas e muita música e dança e se
tornaram fora de moda com o passar dos tempos e as conseqüentes mudanças
de costumes. Hoje é o único poeta cômico do período
clássico grego de quem se conhecem trabalhos completos. Dos demais
poetas da comédia antiga, como
Epicarmo (~550-460 a. C.), Crates (?-449 a. C.), Ferécrates (?-437
a. C.) e Êupolis (446-411 a. C.) por exemplo, há
apenas informações muitas vezes hipotéticas como nome,
título de obras, prêmios recebidos nos concursos atenienses
ou, eventualmente, algum curto fragmento.
Figura copiada do site MOONSTRUCK
http://www.imagi-nation.com/moonstruck