Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho
 (1730 - 1814)
  Arquiteto e escultor brasileiro, natural de Vila Rica (atual Ouro Preto), MG, o maior e mais admirado arquiteto e escultor do Brasil colonial. Filho natural de um entalhador português, Manuel Francisco Lisboa, e de uma escrava africana que se chamava Isabel, e sobrinho de Antônio Francisco Pombal, afamado entalhador de Vila Rica. De educação escolar primária, iniciou seu trabalho como escultor e entalhador ainda criança, seguindo os passos do pai e trabalhando na oficina do tio. Seu aprimoramento profissional veio de seus contatos com o abridor de cunhos João Gomes Batista e o escultor e entalhador José Coelho de Noronha, autor de muitas obras em igrejas da região. Após os 40 anos, contraiu uma doença que progressivamente lhe retirou os movimentos das pernas e mãos e que o trouxe o célebre apelido. Conta-se que ao perder os dedos dos pés ele passou a andar de joelhos, protegendo-os com dispositivos de couro, ou a se fazer carregar e ao perder os dedos das mãos, passou a esculpir com o cinzel e o martelo amarrados aos punhos pelos ajudantes e já tinha mais de sessenta anos quando realizou suas obras-primas. Suas mais famosas obras são o Conjunto do Santuário de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, com 66 imagens esculpidas em madeira de cedro (1796-1799) e os 12 majestosos profetas em pedra-sabão (1800-1805). Desgraçadamente foi progressivamente afetado pela doença e se afastou da sociedade, relacionando-se apenas com dois escravos e ajudantes e terminou seus últimos anos de vida inteiramente cego e impossibilitado de trabalhar. Morreu sobre um estrado em casa de sua nora, na mesma Vila Rica onde nascera.

Desenho de Belmonte, extraído do livro "O Aleijadinho", da autoria de Fernando Jorge
e publicado e copiado do site DE VILA RICA A OURO PRETO:
http://www.em.ufop.br/op/aleij.htm