Antônio Moreira da Silva
(1902 - 2000)
  Cantor e compositor popular brasileiro nascido na cidade do Rio de Janeiro, RJ, que se notabilizou pelos sambas de breque que compôs e interpretou, tornando-se o maior nome neste gênero musical. Filho de pai músico trombonista da Polícia Militar, que morreu quando ele tinha dois anos, foi obrigado a largar a escola para ajudar a mãe no sustento da casa. Carioca da Tijuca e criado no Morro do Salgueiro, teve uma infância e uma juventude muito pobres, passadas na própria Tijuca e nos subúrbios da Leopoldina. Com 13 anos, já tinha feito todo tipo de trabalho, tendo sido empregado de fábrica de cigarros e tecelagens. Demitido de vários empregos, sempre se reunia com amigos em serenatas e encontros de samba no Morro da Babilônia. Descobriu sua vocação junto à nata da malandragem no bairro do Estácio dos anos 20. Aos 19 anos comprou um táxi e começou a trabalhar como motorista de praça. Entrou para a Prefeitura (1925) e passou para a Assistência Municipal como chofer de Ambulância (1926). Durante um pequeno período foi chofer do secretário particular do prefeito Prado Junior e trabalhou durante 12 anos como chofer da Prefeitura passando mais tarde a encarregado do núcleo e auxiliar de garagem, profissão que o segurou até aposentar-se. Casou-se (1928) e firmou-se como cantor e compositor e tornou-se um verdadeiro mito, uma unanimidade na música popular brasileira. Fez sua estréia no disco gravando dois pontos de umbanda, na Odeon, assinando-se Antônio Moreira, O Mulatinho intitulados Ererê e Rei de umbanda (1931). Começou então a freqüentar o meio do rádio e foi para a Columbia (1933) e gravou seus primeiros sucessos: Arrasta a sandália e É batucada. Estreou no rádio (1936), no Programa Casé, da antiga Rádio Philips onde cantava, em geral, músicas do repertório de Francisco Alves. Excursionou por Portugal (1939), onde chegou a trabalhar no filme A varanda dos rouxinóis, dirigido por Leitão de Barros. Com a fama de malandro, passou a interpretar um personagem nos enredos de seus sambas de breque, e ganhou o apelido de Kid Morengueira. Lançou vários discos ao longo de sua carreira e participou de outros vários, mas seu disco de maior sucesso foi O rei do gatilho (1962). No Projeto Pixinguinha, excursionou por todo o Brasil (1980) e foi homenageado pela Escola de Samba Unidos de Manguinhos, que desfilou com o samba-enredo Moreira da Silva - 90 anos de um malandro (1992). Morreu no dia 6 de junho, no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos.

Figura copiada do COLLECTOR'S STUDIOS LTDA:
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