Cantor e compositor popular brasileiro nascido na cidade do Rio de Janeiro,
RJ, que se notabilizou pelos sambas de breque que compôs e interpretou,
tornando-se o maior nome neste gênero musical. Filho de pai músico
trombonista da Polícia Militar, que morreu quando ele tinha dois
anos, foi obrigado a largar a escola para ajudar a mãe no sustento
da casa. Carioca da Tijuca e criado no Morro do Salgueiro, teve uma infância
e uma juventude muito pobres, passadas na própria Tijuca e nos subúrbios
da Leopoldina. Com 13 anos, já tinha feito todo tipo de trabalho,
tendo sido empregado de fábrica de cigarros e tecelagens. Demitido
de vários empregos, sempre se reunia com amigos em serenatas e encontros
de samba no Morro da Babilônia. Descobriu sua vocação
junto à nata da malandragem no bairro do Estácio dos anos
20. Aos 19 anos comprou um táxi e começou a trabalhar como
motorista de praça. Entrou para a Prefeitura (1925) e passou para
a Assistência Municipal como chofer de Ambulância (1926). Durante
um pequeno período foi chofer do secretário particular do
prefeito Prado Junior e trabalhou durante 12 anos como chofer da Prefeitura
passando mais tarde a encarregado do núcleo e auxiliar de garagem,
profissão que o segurou até aposentar-se. Casou-se (1928)
e firmou-se como cantor e compositor e tornou-se um verdadeiro mito, uma
unanimidade na música popular brasileira. Fez sua estréia
no disco gravando dois pontos de umbanda, na Odeon, assinando-se Antônio
Moreira, O Mulatinho intitulados Ererê e Rei de
umbanda (1931). Começou então a freqüentar o meio
do rádio e foi para a Columbia (1933) e gravou seus primeiros sucessos:
Arrasta a sandália e É batucada. Estreou no rádio
(1936), no Programa Casé, da antiga Rádio Philips
onde cantava, em geral, músicas do repertório de Francisco
Alves. Excursionou por Portugal (1939), onde chegou a trabalhar no
filme A varanda dos rouxinóis, dirigido por Leitão
de Barros. Com a fama de malandro, passou a interpretar um personagem
nos enredos de seus sambas de breque, e ganhou o apelido de Kid Morengueira.
Lançou vários discos ao longo de sua carreira e participou
de outros vários, mas seu disco de maior sucesso foi O rei do
gatilho (1962). No Projeto Pixinguinha, excursionou por todo
o Brasil (1980) e foi homenageado pela Escola de Samba Unidos de Manguinhos,
que desfilou com o samba-enredo Moreira da Silva - 90 anos de um malandro
(1992). Morreu no dia 6 de junho, no Rio de Janeiro, de falência
múltipla dos órgãos.
Figura copiada do COLLECTOR'S
STUDIOS LTDA:
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