Alexis Carrel
(1873 - 1944)
  Fisiologista, cirurgião, biólogo e sociólogo francês, nascido em Saint Foy-lès-Lion e naturalizado americano. Estudou medicina na universidade de sua cidade, na Universidade de Lion, onde se graduou (1900). Desenvolveu o método para a sutura de vasos sangüíneos (1901-1902). Emigrando para os Estados Unidos, entrou para a Universidade de Chicago (1905) onde iniciou experiências de transplante de rins em animais. Passou a integrar o grupo de médicos pesquisadores do Instituto Rockfeller (1906), onde ficou  pesquisando técnicas de conservação extracorpórea de tecidos em culturas de laboratório, conseguindo manter viva e em crescimento, durante 34 anos, uma porção de tecido cardíaco de um embrião de frango. Durante a I Guerra Mundial, serviu como médico no exército francês e, com H.D. Dakin, inventou o antisséptico Carrel-Dakin para tratamento de ferimentos empregando a solução de Dakin. Antes da descoberta dos anticoagulantes, só eram possíveis transfusões mediante a ligação dos vasos do receptor aos do doador. Pela concepção da técnica que permitiu essa operação, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia (1912). Desenvolveu uma bomba de corrente sangüínea imunizada, o primeiro coração artificial (1936). Deixou o Instituto Rockefeller e voltou para a França (1938) onde morreu, em Paris. Na segunda guerra mundial, colaborou com o governo de Vichy. Em sociologia escreveu L'Homme, cet inconnu (1935) e Réflexions sur la conduite de la vie, editado postumamente (1950). (Ver Ross Granville Harrison).

Figura copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/