Cineasta soviético nascido em Sosnitzi, Ucrânia, cuja obra
constituiu, juntamente com a de Eisenstein e Pudovkin, a vanguarda do cinema
soviético na primeira metade do século XX. Mestre-escola
em Jitomir, após a revolução foi cônsul em Varsóvia,
Munique e Berlim. De volta à União Soviética, apaixonou-se
pelo cinema e seu primeiro filme como diretor foi Iagodki liubvi (1926).
Mas a obra que chamou a atenção para sua sensibilidade foi Zvenigora
(1928), narrativa da história do povo ucraniano até a revolução
bolchevista. Voltou ao tema em Arsenal (1928), sobre a revolta operária
no arsenal de Kiev (1918), e em Zemlia (1930) , sobre a coletivização
no campo e a luta contra os latifundiários, que foi censurado parcialmente
e exibido com cortes. Em Ivan (1932), abordou o projeto hidrelétrico
do Dnieper, e em Aerograd (1935) a construção de um
aeródromo na Sibéria. Com Shchors (1939), sobre a
luta socialista na Ucrânia, ganhou o primeiro de seus dois
prêmios Stalin (1941/1949). Realizou três longos documentários
durante a segunda guerra mundial. Após a II Guerra Mundial entrou
em desgraça, concluindo ainda Mitchurin (1946) e morreu em
Kiev, vítima de um infarto (1956), quando filmava Poema o more,
concluído com fidelidade extrema por sua mulher, Júlia
Sontseva.
Figura copiada do site ENCICLOPEDIA
ONLINE DEL CINE:
http://www.filmoguia.com/mostrar/?context=DOVJENKO